Outras, Saúde

Metade dos praticantes de Le Parkour apresenta fadiga e baixa aptidão física

Segundo pesquisa realizada em Curitiba (PR), por não exigir muito, esse esporte pode ser praticado por qualquer pessoa, desde que as limitações individuais sejam respeitadas.

Um estudo publicado na Revista Brasileira de Medicina do Esporte em junho deste ano avaliou a aptidão física dos praticantes de Le Parkour na cidade de Curitiba, no Paraná. O estudo feito com 13 jovens, entre 16 e 25 anos, mostrou que 46,15% dos esportistas apresentaram baixa aptidão de força abdominal e 53,85% apresentaram resultados negativos de aptidão cardiorrespiratória.

Todos os entrevistados da pesquisa, que praticavam o esporte há pelo menos seis meses, foram submetidos a testes de avaliação física, testes de flexibilidade, força abdominal, resistência, saltos horizontais e verticais e corrida. A maior parte dos resultados ficou abaixo dos níveis de aptidão física dos atletas em geral, salvo os de força e resistência dos membros superiores.

Segundo a autora Neiva Leite, do Núcleo de Pesquisa em Qualidade de Vida da Universidade Federal do Paraná, e colegas a prática do Le Parkour proporciona maior desenvolvimento dos membros superiores dos atletas, o que pode ser atribuído à predominância de saltos e atividades para transpor obstáculos urbanos ou naturais.

O fato do Le Parkour consistir num esporte em que o corpo é a única ferramenta, sendo as atividades predominantemente desenvolvidas ao ar livre, entre andar, correr, pular, movimento em quatro apoios (quadrúpede), escalar, equilibrar, arremessar, levantar, defender-se e nadar, exige grande preparo e força física. Além disso, por ser uma prática nova entre adolescentes e jovens adultos, o esporte, na maioria dos casos, não possui treinamento desportivo ou acompanhamento especializado, o que, para os pesquisadores, pode explicar os resultados negativos da avaliação física.

“Acredita-se que os resultados encontrados possam trazer importantes subsídios para a compreensão dos níveis de aptidão física dos praticantes dessa atividade, considerando, especialmente, a carência de dados científicos sobre essa prática”, dizem os autores no artigo. Para eles, o fato das variáveis de resistência abdominal, elasticidade, potência de pico e potência média não apresentarem valores acima da média populacional, deve ser considerado pelo educador físico ao prescrever outros exercícios complementares visando à promoção da saúde dos indivíduos praticantes.

De acordo com os resultados da pesquisa, os autores concluem que a prática do Le Parkour parece não exigir grande aptidão física, podendo ser realizada por qualquer pessoa dentro das suas condições físicas e limitações.

Para ver o artigo na íntegra, acesse.

Publicado em 31 de outubro de 2011

Agência Notisa

diariodobrejo.com

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