Mais da metade da população da Paraíba vive com até um salário mínimo
Na Paraíba, aproximadamente 59,8% da população vive com um rendimento domiciliar per capita de até um salário mínimo. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (3) pelo IBGE. Esse grupo inclui 27,1% dos habitantes que têm uma renda mensal entre 25% e 50% do salário mínimo, além de 32,7% que recebem entre 50% e 100% do mínimo. Esse cenário evidencia uma concentração de renda entre os segmentos de menor poder aquisitivo.
A faixa de renda que vai de 50% a 100% do salário mínimo é a que apresenta o maior número de pessoas, representando 32,7% da população. Na sequência, está a faixa entre 25% e 50%, com 27,1%. Juntas, essas duas categorias formam a maior parte dos moradores da Paraíba em termos de renda.
Por outro lado, a realidade muda consideravelmente quando se analisa a renda acima de um salário mínimo. Somente 18,2% dos paraibanos têm rendimento per capita entre 1 e 2 salários mínimos. À medida que a renda aumenta, o número de pessoas nesses grupos vai diminuindo: apenas 4,2% ganham entre 2 e 3 salários mínimos, 3% estão na faixa de 3 a 5 salários, e apenas 1,9% da população recebe mais de cinco salários mínimos por pessoa no domicílio.
Desigualdade de gênero em renda
Um estudo também apontou que as mulheres pretas ou pardas na Paraíba recebem, em média, 66% menos que os homens brancos. Enquanto os homens brancos têm uma renda mensal média de R$ 1.600, as mulheres pretas e pardas ganham cerca de R$ 1.000. Desde 2012, a renda dos homens brancos subiu de R$ 1.277 para R$ 1.661, apresentando um aumento de 30%. As mulheres pretas e pardas, por sua vez, tiveram um crescimento menor em seus rendimentos, que passaram de R$ 835 para R$ 1.000, totalizando um aumento de 19%. A disparidade de renda entre esses grupos aumentou de R$ 442 para R$ 661 neste período.
Número de pessoas em situação de extrema pobreza diminui
Segundo o IBGE, cerca de 194 mil paraibanos vivem em situação de extrema pobreza, o que representa 4,7% da população do estado. Esse é o menor número registrado na série histórica. Em relação a indicadores mais amplos de pobreza, aproximadamente 1,58 milhão de pessoas, ou 38,3% da população, se encontram nesta condição. Este também é o menor índice desde 2012 e marca o terceiro ano consecutivo de redução nos números tanto da extrema pobreza quanto da pobreza geral.
Vale ressaltar que o pico de pobreza no estado foi em 2021, quando as taxas de extrema pobreza e pobreza atingiram, respectivamente, 16,7% e 56,1% da população.
