19/01/2026
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Mocinhas de novelas que surpreendem com seu lado perverso

As protagonistas das novelas brasileiras têm passado por uma transformação significativa. Muitas delas deixaram o estereótipo da “mocinha” pacífica de lado e agora apresentam características mais fortes e determinadas, como comprovado por diversas personagens recentes. Um bom exemplo é Gerluce, da novela Três Graças, interpretada por Sophie Charlotte. Gerluce, embora seja a heroína da história, tem um lado audacioso: planeja assaltos e investiga as trapaceiras, demonstrando coragem e iniciativa.

Essa mudança no perfil das mocinhas nas novelas reflete um reconhecimento, por parte dos roteiristas, de que essas personagens podem ter mais profundidade e intensidade em suas histórias. Para ilustrar essa nova tendência, aqui estão algumas protagonistas que também deixaram de lado a imagem de santidade e ganharam complexidade.

Nina – Avenida Brasil

Um exemplo marcante é a personagem Nina, vivida por Débora Falabella em Avenida Brasil (2012). Abandonada no lixão por sua madrasta, Carminha, ela passou por uma trajetória traumática. Já adulta, Nina assume uma identidade diferente e se torna obcecada pela vingança, colocando Carminha em situações humilhantes e fazendo-a pagar pelos seus atos cruéis.

Clara – O Outro Lado do Paraíso

Em O Outro Lado do Paraíso (2017), Clara, interpretada por Bianca Bin, é marcada pela traição de sua sogra, Sophia, que tenta arruinar sua vida por interesse nas terras da família. Clara não apenas sobrevive, como retorna decidida a se vingar, causando a queda de todos que ajudaram sua sogra em suas artimanhas. O encerramento da sua trama a mostra em um jogo de poder que culmina em um final marcante.

Bibi – A Força do Querer

Na novela A Força do Querer (2017), Bibi, interpretada por Juliana Paes, começa como uma mulher lutadora, mas acaba se envolvendo no mundo do crime por amor. Ela oculta evidências das atividades ilegais de seu marido, Rubinho, e transforma sua vida ao se tornar uma figura respeitada no morro, evidenciando sua transformação de mulher batalhadora para uma líder no crime.

Jade – O Clone

Jade, vivida por Giovanna Antonelli em O Clone (2001), também não é a clássica mocinha. Apesar de seu amor por Lucas, ela trai o marido, Said, e desafia normas familiares e culturais. Suas decisões frequentemente questionáveis mostram uma personagem que busca sua própria felicidade, mesmo que isso signifique romper com tradições.

Maria do Carmo – Rainha da Sucata

Finalmente, Maria do Carmo, interpretada por Regina Duarte em Rainha da Sucata (1990), é uma mulher que, mesmo após alcançar riqueza, não esquece as humilhações do passado. Ela arma um casamento por conveniência como parte de seu plano de vingança, mas acaba se apaixonando verdadeiramente, revelando que a astúcia e o amor podem coexistir.

Essas personagens ilustram uma nova era nas novelas, onde as mulheres protagonistas mostram força, inteligência e complexidade emocional, desafiando os padrões tradicionais de heroínas mais passivas.

Sobre o autor: Redação DDBNews

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