21/01/2026
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Motta articula agenda com Planalto e busca Lula na Paraíba

Com a retomada das atividades no Congresso, em fevereiro, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, do Republicanos da Paraíba, planeja priorizar propostas que estão alinhadas com as intenções do governo federal. Espera-se que as tensões do ano anterior entre a Câmara e o Palácio do Planalto diminuam, pelo menos nos primeiros meses do ano.

Um dos principais itens na agenda de Motta é um projeto de lei que regulamente os direitos dos trabalhadores que atuam em plataformas digitais. O governo, por meio dos ministros Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral, e Luiz Marinho, do Trabalho e Emprego, considera essa proposta uma prioridade. Outras questões que também estão na lista são mudanças na jornada de trabalho, incluindo o fim da escala 6×1, e a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) voltada para a segurança pública.

Motta está buscando uma aproximação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, após diversas divergências em 2025 que envolviam, principalmente, o chamado PL Antifacção e uma proposta para reduzir as penas de pessoas envolvidas em tentativas de golpe. Embora esses temas tenham gerado desentendimentos, Motta considera que são apenas pontos de discordância pontuais e afirma que sempre apoiou as propostas de interesse do governo durante seu primeiro ano como presidente da Câmara.

Além da aproximação política, Motta está organizando uma chapa eleitoral na Paraíba, onde seu pai, Nabor Wanderley, atual prefeito de Patos, será candidato ao Senado. Para fortalecer a candidatura, ele espera contar com o apoio de Lula. Um evento importante para essa pré-campanha será a inauguração da reforma do aeroporto da cidade, obra financiada pelo governo estadual e com emendas do presidente da Câmara. Motta, que se apresenta como o “pai da obra”, aguarda a confirmação de Lula para a data da inauguração, que incluirá melhorias no terminal de passageiros, sendo que algumas reformas, como a pista, já foram inauguradas no ano passado.

Entretanto, mesmo com esse clima de aproximação, existem assuntos na pauta que podem complicar essa relação com o governo. Um deles é o PL Antifacção, cuja relatoria foi atribuída a Guilherme Derrite, do PP de São Paulo. Esse projeto, já modificado pelo Senado, deve voltar para análise da Câmara. Motta pretende manter Derrite na relatoria e se comprometeu a evitar que essa pauta interfira nas outras votações. Esse tema está sendo monitorado de perto pela articulação do governo, que considera um alerta em relação à presidência da Câmara.

Por fim, a questão da dosimetria, que visa a redução das penas dos envolvidos na tentativa de golpe, não deve gerar tensões. Espera-se que Motta não se empenhe na derrubada do veto presidencial sobre essa proposta, já que a responsabilidade de pautar essa questão cabe ao presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, do União Brasil do Amapá.

Sobre o autor: Redação DDBNews

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