O episódio final da terceira temporada do podcast “Papo em Pauta” já está disponível e traz uma reflexão importante sobre como o conhecimento pode transformar vidas. Produzido pelo Espaço do Conhecimento da UFMG, o episódio destaca a diversidade e a equidade na ciência, com uma conversa exclusiva com Rosy Isaias, professora do Departamento de Botânica da UFMG. Rosy é reconhecida como a primeira pesquisadora negra a alcançar o nível mais alto no Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Na conversa, Rosy compartilha sua trajetória, relembrando os desafios e oportunidades que fez parte de sua vida acadêmica. Ela traz à tona questões sobre as barreiras estruturais que ainda dificultam o acesso e a permanência de pessoas de grupos minorizados no meio acadêmico. A discussão também aborda a importância da representatividade e do reconhecimento das diversas experiências sociais, sugerindo que isso é fundamental para que mais pesquisadores possam sonhar e construir suas histórias de forma transformadora.
Rosy enfatiza a necessidade de acreditar na possibilidade de alcançar espaços que muitas vezes parecem inalcançáveis para pessoas que não veem modelos semelhantes a si. “É crucial ter referências, pois quando não as encontramos, podemos duvidar da nossa própria capacidade de estar nesses ambientes”, observa.
O podcast “Papo em Pauta” é um projeto que promove diálogos sobre cultura, cidadania, ciência e bem-estar. Resultado de uma parceria entre o Espaço do Conhecimento UFMG, o Instituto Unimed-BH e a Cemig, a terceira temporada traz novos episódios mensais que exploram temas relacionados à ciência e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
Os ouvintes já podem acessar o episódio “Sonhar futuros: como o conhecimento muda vidas?” através das plataformas de streaming. Além disso, o Espaço do Conhecimento UFMG oferece uma programação variada com exposições, debates e atividades educativas, buscando construir um olhar crítico sobre a produção de saberes.
O Instituto Unimed-BH, que completa 20 anos em 2023, se dedica a desenvolver projetos na área sociocultural e ambiental, visando à formação de cidadãos e à melhoria da qualidade de vida da população. Por sua vez, a Cemig é a principal incentivadora da cultura em Minas Gerais e está comprometida em apoiar a diversidade das produções artísticas no estado.
As iniciativas promovidas por essas instituições buscam democratizar o acesso à cultura e reforçar a memória e a identidade cultural mineira, ao mesmo tempo que estimulam a inovação no setor.
