A disputa pelo controle da federação União Brasil–Progressistas na Paraíba mostra fraquezas que podem afetar a oposição política na região. As diferentes opiniões entre Efraim Filho e Damião Feliciano destacam a falta de acordo e o acirramento da competição por espaço político entre eles.
Efraim Filho, ao se opor à ideia de que o comando estadual da federação fique com o grupo liderado pelo vice-governador Lucas Ribeiro, busca manter sua liderança como principal representação da direita no estado. Ele se baseia no alinhamento nacional da federação contra o Partido dos Trabalhadores (PT). Apesar de sua lógica, essa postura enfrenta os desafios da política local, que sempre teve um histórico de exceções e alianças inesperadas.
Além disso, Efraim sinalizou a possibilidade de se juntar ao PL, um movimento que conta com o apoio visível de Valdemar da Costa Neto. Essa situação aumenta a pressão sobre a federação e revela sua fragilidade. Quando um pré-candidato de destaque busca apoio fora de sua própria estrutura, isso indica um problema que vai além de questões individuais e se torna um desafio estrutural.
Por outro lado, o grupo governista continua apostando em soluções que fogem do convencional e em cenários futuros, o que contribui para a incerteza e adia decisões. Isso resulta em uma federação que, em vez de unir forças, parece antecipar conflitos e enfraquecer o debate político.
Se não houver uma definição clara sobre os rumos a serem tomados, a eleição pode acabar fragmentada, com alianças feitas em cima da hora e pouca previsibilidade. O futuro da federação agora passa por um momento crítico: precisa decidir se será um instrumento de unidade ou se tornará mais um projeto que não consegue lidar com as ambições internas.