Construtores da cidade de João Pessoa realizaram uma paralisação na quarta-feira, dia 14, em protesto contra uma decisão judicial que revogou a lei de uso e ocupação do solo. Essa situação gerou divisões de opiniões, envolvendo construtoras, ambientalistas e os três poderes: legislativo, executivo e judiciário. Todos buscam alternativas para resolver o impasse gerado pela nova interpretação da lei.
A revogação afetou diretamente os projetos de construção na cidade e levantou preocupações sobre o futuro do desenvolvimento urbano. Além disso, outro tema que gera debates acalorados é um acordo firmado pelo Ministério Público, que impede a demolição de um prédio em Cabedelo, que supera a altura permitida. Essa questão também reflete as complicações em torno da regulamentação do uso do solo na região.
Para discutir esses assuntos, foi promovido um debate que contou com a presença do empresário Ricelly Lacerda, que tem 20 anos de experiência no setor da construção, e da ex-vereadora e ambientalista Paula Fracinette, que participou ativamente na elaboração da lei de gabarito na Paraíba. O encontro destacou as diferentes perspectivas sobre o uso do solo e o impacto das decisões judiciais na construção civil e na preservação ambiental.
Os participantes abordaram as implicações das recentes decisões e os desafios que se apresentam para o setor, além da busca por um equilíbrio entre o desenvolvimento urbano e a proteção do meio ambiente. A discussão evidenciou a necessidade de diálogo entre as partes envolvidas para encontrar soluções que atendam tanto aos interesses da construção civil quanto às demandas de preservação ambiental.