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88% apontam imprudência de motos como causa de mortes

Por Diário do Brejo · · 2 min de leitura
88% apontam imprudência de motos como causa de mortes
Moto entregador dirigindo com bag de delivery (Foto: Osmar Veiga)

Uma enquete realizada pelo portal Campo Grande News aponta que 88% dos participantes consideram a imprudência dos próprios motociclistas como a principal causa do elevado número de mortes no trânsito da Capital. Os leitores atribuem as fatalidades à falta de consciência e ao desrespeito às leis de trânsito por parte dos condutores de motos.

Em contrapartida, 12% dos participantes apontam a conduta de motoristas de outros veículos como responsável pelos acidentes. Para esses leitores, o desrespeito ao fluxo de motocicletas e infrações cometidas por esses condutores acabam provocando as mortes.

A percepção dos leitores acompanha uma realidade visível nas ruas de Campo Grande. Em cruzamentos movimentados, é comum observar motociclistas avançando o sinal vermelho, realizando ultrapassagens arriscadas, trafegando entre os carros, utilizando a contramão, circulando sobre calçadas e excedendo os limites de velocidade em áreas urbanas. Enquanto veículos aguardam o semáforo abrir, muitas motos seguem como se a sinalização fosse apenas uma recomendação.

Grande parte desse comportamento está relacionada à rotina de quem trabalha com entregas por aplicativo. A pressão por rapidez, aliada à remuneração baseada no número de corridas, incentiva jornadas aceleradas. Especialistas e autoridades reforçam que nenhuma entrega justifica colocar vidas em risco.

Os números confirmam a gravidade da situação. No primeiro semestre deste ano, Campo Grande registrou mais de dois mil acidentes envolvendo motociclistas. No mesmo período, 23 condutores morreram nas ruas e avenidas da cidade. Somente em julho, outras quatro mortes de motociclistas já foram registradas.

Outro dado que chama atenção é o perfil das vítimas: grande parte tem até 25 anos, faixa etária que concentra jovens em início de carreira profissional. Diante desse cenário, cresce o debate sobre a necessidade de ampliar as ações de prevenção. A combinação entre fiscalização mais rigorosa, campanhas permanentes de conscientização e respeito às regras de trânsito é apontada como caminho para reduzir os acidentes.

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