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Aliados: desistência de Nelsinho ao Senado fortalece grupo político

Por Diário do Brejo · · 2 min de leitura
Aliados: desistência de Nelsinho ao Senado fortalece grupo político
Aliados: desistência de Nelsinho ao Senado fortalece grupo político

Aliados políticos avaliam que a desistência do senador Nelsinho Trad (PSD) da disputa pela reeleição foi uma decisão difícil e pessoal, mas que fortalece o grupo. Ele aceitou ser o primeiro suplente de Reinaldo Azambuja (PL) na eleição para o Senado. Para os políticos ouvidos durante a mega-convenção realizada na manhã deste sábado (1º), no Bairro Cidade Jardim, em Campo Grande, uma candidatura não se sustenta de forma individual e depende de um projeto coletivo.

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, Gerson Claro (PP), afirmou que a trajetória política de Nelsinho e a impossibilidade de acomodar três candidaturas ao Senado na mesma coligação pesaram na escolha. A chapa entra na disputa com Reinaldo Azambuja e Renan Contar, ambos do PL. Segundo ele, o senador poderia ter seguido por uma candidatura separada, mas preferiu permanecer no grupo que sustenta o projeto de reeleição de Eduardo Riedel (PP).

O deputado estadual Pedro Caravina (PSDB) classificou a escolha como uma decisão pessoal com efeito direto sobre o conjunto de aliados. Ele avaliou que Nelsinho enfrentaria dificuldades para manter uma campanha isolada, já que sempre esteve politicamente próximo do grupo de Riedel. Para Caravina, a legislação eleitoral criou uma situação em que Nelsinho precisaria escolher entre disputar sozinho pelo PSD ou participar da chapa como suplente.

A deputada federal Rose Modesto (União Brasil) considerou que o recuo deve ser tratado como uma escolha pessoal do senador. Ela disse não ter conversado diretamente com Nelsinho, mas avaliou, com base na nota divulgada por ele, que a intenção foi preservar a lealdade aos aliados e seguir colaborando com o projeto. Rose também mencionou a participação da direção nacional do PSD na definição.

O deputado federal Dagoberto Nogueira (PP) analisou a mudança pelo efeito eleitoral sobre a candidatura de Reinaldo. Para ele, a entrada de Nelsinho na suplência deixa a chapa mais competitiva e ainda provoca reflexos no campo adversário, onde Fábio Trad, irmão do senador, concorre ao governo do Estado. O deputado estadual Eduardo Rocha (PSDB) fez leitura semelhante, afirmando que Reinaldo sai fortalecido da negociação.

O ex-deputado federal Carlos Marun (MDB) foi a única voz dissonante. Afirmou que não recebeu com satisfação a desistência, pois retira da disputa uma opção eleitoral de centro em Mato Grosso do Sul. O ex-governador André Puccinelli (MDB) admitiu que ainda tentava assimilar a notícia, dizendo ter ficado surpreso e estarrecido.

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