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Estado renova contrato de R$ 19,6 milhões para logística de remédios

Por Diário do Brejo · · 2 min de leitura
Estado renova contrato de R$ 19,6 milhões para logística de remédios
Almoxarifado da Casa da Saúde, local onde pacientes vão buscar medicamentos especiais fornecidos pelo Estado (Foto: Paulo Francis/Arquivo)

O Governo do Estado, por meio da SES (Secretaria de Estado de Saúde), prorrogou por mais 12 meses o contrato de R$ 19,6 milhões para a logística de medicamentos. O acordo foi firmado com o Consórcio LIM Logística Inteligente de Medicamentos. O aditivo foi publicado no Diário Oficial desta sexta-feira (17).

O serviço está mantido até 9 de junho de 2027 ou até a conclusão da licitação aberta para contratar uma nova empresa. O 7º termo aditivo do Contrato nº 176/2021 fixa em R$ 19.614.817,08 o valor para o próximo período de vigência. A renovação foi autorizada "em caráter excepcional", conforme prevê a antiga Lei de Licitações (Lei nº 8.666/1993) para contratos contínuos.

Segundo a publicação, o contrato poderá ser encerrado antes caso a nova licitação, atualmente em andamento, seja concluída. O extrato divulgado pela SES não detalha quais serviços continuarão sendo executados pelo consórcio. O documento informa apenas a dotação orçamentária e o primeiro empenho para 2026, no valor de R$ 1.144.197,67.

O contrato original foi firmado em 2021, quando o Estado contratou o Consórcio LIM por R$ 16,8 milhões para assumir a logística de medicamentos da rede estadual de saúde. Na ocasião, a principal mudança anunciada pela SES foi a implantação da entrega domiciliar de medicamentos para pacientes cadastrados na Casa da Saúde. A previsão era atender 5.220 pessoas em Campo Grande e 6.380 moradores dos 78 municípios do interior.

Além das entregas, o contrato previa a terceirização do armazenamento, controle de estoque, distribuição e dispensação dos medicamentos, com a contratação de 53 funcionários, entre farmacêuticos, técnicos, motoristas e profissionais de logística e tecnologia da informação.

Na época, a contratação foi alvo de críticas de profissionais da área farmacêutica. A então coordenadora da Casa da Saúde e conselheira do CRF (Conselho Regional de Farmácia), Márcia Saldanha, afirmou que o novo modelo retiraria dos pacientes a orientação técnica prestada durante a retirada presencial dos medicamentos. Ela também questionou a terceirização de uma estrutura que, segundo levantamento apresentado à época, havia recebido investimentos superiores a R$ 620 mil em equipamentos e adequações.

A reportagem entrou em contato com a SES para esclarecer os motivos da nova prorrogação do contrato e em que fase está a licitação que irá substituir o atual acordo. Também questionou a diferença entre o valor original, de R$ 16,8 milhões, e os R$ 19,6 milhões previstos para a nova vigência. O espaço segue aberto para manifestação da secretaria.

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