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Família contesta estupro e mostra vídeo de abordagem da PM

Por Diário do Brejo · · 2 min de leitura
Família contesta estupro e mostra vídeo de abordagem da PM
Perícia levando as câmeras de segurança do local (Foto: Osmar Veiga)

Familiares de um rapaz de 24 anos, baleado por policiais militares no domingo (12) em uma borracharia no Bairro Nova Campo Grande, contestam a versão da ocorrência. Eles afirmam que o jovem foi tratado como estuprador antes mesmo de ser ouvido. Vídeos entregues pela família mostram um policial entrando no imóvel e dizendo: “Você que estuprou a menina, seu cuzão? Arregaçou a menina”.

A polícia investiga o homem sob suspeita de estupro contra uma adolescente após um baile funk. A família nega o crime e discorda do boletim de ocorrência, que diz que ele tentou fugir, entrou em luta corporal e tentou tomar a arma do policial antes de ser baleado.

Uma prima do rapaz, comerciante de 38 anos, contou que os policiais chegaram primeiro em dois camburões, acompanhados pelo pai da adolescente. Segundo ela, o homem se apresentou como PRF (Polícia Rodoviária Federal). O grupo não encontrou o suspeito e foi embora. Depois, voltaram com uma testemunha e começaram a acusá-lo de estupro.

“Já chegaram falando que ele tinha estuprado a menina. Não perguntaram nada e não ouviram ele”, disse a comerciante. Ela afirmou que a família tentou impedir a entrada dos policiais na casa do pai do investigado. “Ficamos no portão. O pai da menina foi para cima da esposa do meu tio e tivemos que intervir. Depois eles entraram e escutamos os tiros”, relatou.

Eunice Aparecida dos Santos, de 40 anos, outra prima, disse que o rapaz contou ter conhecido a adolescente naquela noite e que os dois estavam juntos voluntariamente. Imagens de segurança mostram a jovem em uma lanchonete depois que o rapaz já estava em casa, sem ferimentos aparentes. “A menina estava bem, sem hematoma nenhum”, afirmou.

Eunice também disse que recebeu informação de que outra pessoa poderia ter agredido a adolescente, mas não pôde confirmar. “Quem bateu nela foi o próprio pai, segundo o que chegou para nós”, declarou. Ela contestou ainda a versão de fuga. “Quando eles entraram na casa, tinha minha tia cadeirante e criança. O policial já sacou a arma e deu o tiro lá dentro. O que você faz? Você corre”, afirmou.

Marcelo Rodrigues, pai do baleado, reconheceu que o filho tem antecedentes criminais e estava com mandado de prisão em aberto por violar a tornozeleira eletrônica. Mesmo assim, diz que isso não prova o estupro. “Ele está sendo acusado de uma coisa muito séria”, declarou. Segundo Marcelo, o filho teve a perna amputada e corre risco de morrer. Ele acusa os policiais de não terem chamado socorro. “Minha família chamou o bombeiro”, disse.

O boletim de ocorrência diz que equipes da Força Tática foram à borracharia após receberem informações sobre o suspeito. Segundo o documento, ele foi encontrado escondido, tentou fugir, desobedeceu a ordens e entrou em luta corporal com um militar, tentando tomar a arma. Durante a intervenção, foi atingido na coxa.

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