quarta-feira, 24 de junho de 2026Noticias em tempo real
Diário do Brejo Diário do Brejo
Notícias

Fim de programa pode afetar acesso noturno à saúde no interior de MS

Por Diário do Brejo · · 2 min de leitura
Fim de programa pode afetar acesso noturno à saúde no interior de MS
Salão de espera de posto de saúde em Corumbá (Foto: Leonardo Cabral/Prefeitura)

O programa Horário Estendido, da Secretaria Estadual de Saúde de Mato Grosso do Sul (SES), será encerrado na próxima quarta-feira (1º), quando completa um ano de funcionamento. A iniciativa repassava R$ 20 mil mensais às prefeituras para manter postos de saúde abertos até as 21h.

O total de unidades participantes é de 46, com gasto mensal de R$ 920 mil e custo anual de cerca de R$ 11 milhões. Destas, quatro estão na Capital e as demais no interior do estado.

Nesta quarta-feira (24), o Conselho das Secretarias Municipais de Saúde (Cosems) se manifestou a favor da continuidade do programa. O objetivo é não prejudicar, principalmente, os municípios menos populosos e que contam com apenas uma unidade de saúde pública.

O presidente da entidade e secretário municipal de Saúde de Iguatemi, Janssen Portela Galhardo, afirmou que os moradores de cidades com menos de 20 mil habitantes serão os mais afetados. Essas localidades costumam ter trabalhadores concentrados na área rural.

"É um programa excelente, permite um olhar diferenciado ao trabalhador, principalmente o que trabalha o dia todo no campo. Ele serve ao foco da Saúde no interior, que é a prevenção na Atenção Primária à Saúde", disse.

Em alguns casos, a Unidade de Saúde da Família (USF) é o único serviço público disponível nos municípios e ficava aberta à noite. Com o fim do programa, o acesso a profissionais de saúde no período noturno pode voltar a ser possível apenas em cidades vizinhas. "Aí o morador vai precisar ir até o município de referência da região onde ele vive", explicou o secretário.

Janssen informou que o Cosems pediu formalmente à SES a prorrogação do programa, mas a resposta foi negativa. "Por conta do período eleitoral e da necessidade de contenção de gastos do Estado", justificou.

O Campo Grande News questionou o secretário estadual de Saúde, Maurício Simões, sobre a manutenção da decisão. Ele afirmou que a continuidade dos repasses ainda está em análise. "Ainda não temos definição qual conduta adotaremos. Estamos estudando os impactos para a tomada de decisão", respondeu.

Questionado sobre a possibilidade de as prefeituras assumirem os custos do horário ampliado, de R$ 20 mil mensais, o presidente do Cosems disse que isso não seria viável. "Os municípios estão assoberbados, já assumem cerca de 70% dos custos da APS", concluiu.

Compartilhar: WhatsApp Facebook X
Leia também