MS colhe 823 mil hectares de milho, mas segue atrás da safra anterior

Produtores rurais colheram 37,3% da área de milho da segunda safra em Mato Grosso do Sul até sexta-feira (31), conforme boletim divulgado nesta terça-feira (4) pela Aprosoja (Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso do Sul). A operação avançou por cerca de 293 mil hectares em uma semana, apesar das chuvas irregulares que atrasaram as máquinas. O total alcançou aproximadamente 823 mil hectares, ante 530 mil no levantamento anterior.
O índice subiu 13,3 pontos percentuais desde o boletim anterior, quando a colheita abrangia 24% da área cultivada. Mesmo com a aceleração, o ritmo atual permanece 5,4 pontos percentuais abaixo do registrado na safra passada. A diferença diminuiu 2,2 pontos, pois o levantamento anterior apontava atraso de 7,6 pontos percentuais.
A região sul lidera os trabalhos, com 38,6% da área colhida. A norte saltou de 4,2% para 37,5% em uma semana e assumiu a segunda posição. A centro avançou de 28% para 33,1% e agora apresenta a menor média entre as três regiões acompanhadas.
O boletim registrou acumulados de chuva entre 5 e 100 milímetros durante a semana, conforme o município. Algumas cidades da região sul também tiveram granizo, mas o fenômeno não provocou danos significativos às lavouras. A instabilidade impediu a entrada das colheitadeiras em áreas com excesso de umidade.
A entidade manteve em 2,206 milhões de hectares a estimativa da área cultivada nesta segunda safra. A produtividade média esperada continua em 84,2 sacas por hectare. Com esses indicadores, a previsão de produção permanece em 11,139 milhões de toneladas.
As áreas já colhidas registraram rendimentos entre 65,1 e 192,2 sacas por hectare. O limite superior aumentou 18,2 sacas em comparação com o resultado máximo informado na semana anterior. Os números preservam a expectativa de alta produção, segundo a avaliação técnica do boletim.
O quadro geral das plantações permaneceu estável, com 71% das áreas em boas condições, 17,9% em situação regular e 11,1% em condição ruim. A região nordeste apresentou o melhor resultado, com 96,7% das lavouras classificadas como boas. A centro concentrou o maior percentual de áreas ruins, com 23,8%, seguida pela sul-fronteira, com 17,7%.
O milho deve ocupar cerca de 46% da área destinada à soja no Estado. O percentual chegou a 75% em anos anteriores, mas perdeu espaço com a redução da janela adequada para o plantio. Os produtores direcionam áreas de maior risco climático para sorgo, milheto e pastagens.
O prognóstico aponta probabilidade próxima de 90% de El Niño forte ou muito forte entre agosto e outubro. A Aprosoja recomenda que os produtores façam a colheita assim que as plantações alcançarem o ponto ideal de maturação. A medida reduz a exposição dos grãos a chuvas irregulares, ventos fortes e episódios localizados de granizo.
A previsão indica acumulados de 10 a 80 milímetros entre os dias 3 e 18 de agosto, principalmente nas regiões oeste, sudoeste e sudeste. Os volumes podem superar 30 milímetros em 24 horas entre quinta (6) e sexta-feira (7), com risco pontual de tempestades e granizo. Uma frente fria pode reduzir as temperaturas para valores entre 9°C e 12°C na região sul entre os dias 10 e 13.
