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Neno Razuk é preso na Bolívia por entrada ilegal no país

Por Diário do Brejo · · 2 min de leitura
Neno Razuk é preso na Bolívia por entrada ilegal no país
Neno Razuk durante reunião da CCJ da Assembleia Legislativa, em dezembro de 2025. (Foto: arquivo/Campo Grande News)

O ex-deputado estadual Roberto Razuk Filho, o Neno Razuk (PL), foi preso neste domingo (2) pela polícia da Bolívia. Ele era considerado foragido desde julho deste ano e foi detido por entrada e permanência irregular no território boliviano.

De acordo com informações apuradas pelo Campo Grande News, a prisão ocorreu por ingresso e permanência irregulares no país. No dia 28 do mês passado, a Justiça de Mato Grosso do Sul autorizou a inclusão do nome do ex-deputado na lista de Difusão Vermelha da Interpol, mas o procedimento ainda não havia sido concluído até o momento da detenção. Por isso, ele não possuía mandado internacional de captura.

A expectativa é de que Neno Razuk seja entregue às autoridades brasileiras, mas os trâmites dependem de negociações entre os dois países.

O advogado Ricardo Souza Pereira, responsável pela defesa do ex-deputado, afirmou que ainda não recebeu confirmação oficial da prisão. “Nem do cliente, nem de nenhuma autoridade”, declarou.

Investigações e condenação

Neno Razuk é investigado pela Operação Successione desde dezembro de 2023. Em primeira instância, foi condenado a 15 anos, 7 meses e 15 dias de prisão pelos crimes de organização criminosa armada, roubo majorado e exploração do jogo do bicho. Ele recorria da sentença.

Em maio deste ano, o ex-deputado perdeu o mandato na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul após uma recontagem de votos determinada pela Justiça Eleitoral. Com a saída do cargo, ele deixou de ter foro por prerrogativa de função.

Além da condenação, Neno é réu na quarta fase da Operação Successione, deflagrada em novembro de 2025. A investigação apura supostos crimes de organização criminosa, roubo, corrupção ativa e passiva, violação de sigilo funcional, lavagem de dinheiro e contravenção penal relacionada à exploração de jogos de azar.

Até a publicação desta reportagem, as autoridades brasileiras e bolivianas não haviam divulgado informações oficiais sobre os procedimentos que serão adotados após a prisão.

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