Moradores do Jardim Novo Samambaia, uma antiga ocupação em Campo Grande regularizada há cerca de quatro anos, acompanharam nesta terça-feira (2) o lançamento das obras de drenagem e pavimentação que devem chegar às ruas da região.
O investimento total é de R$ 32 milhões. Metade desse valor será destinada à infraestrutura, que inclui também a construção de uma praça. A outra metade será usada para a reforma de 463 casas.
A maior parte dos recursos será financiada junto à Caixa Econômica Federal pelo Governo Estadual. O restante será bancado pelo Governo Federal. O conjunto de obras está cadastrado no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) Periferia Viva, lançado em 2024 e coordenado pelo Ministério das Cidades.
Para atender os moradores cujas casas serão reformadas, foi inaugurado um posto de atendimento. A maioria das residências tem poucos cômodos e algumas não têm piso. As moradias de alvenaria foram construídas pelos próprios moradores com recursos públicos, após os antigos barracos terem sido desmanchados.
Uma das moradoras contempladas é Karla dos Santos, de 35 anos, mãe solo que trabalha com serviços gerais. Ela mora há cerca de 10 anos no Novo Samambaia, desde o tempo de ocupação. Vive em uma residência de apenas duas peças com três dos cinco filhos. Como o programa não permite ampliações, a reforma vai se restringir a melhorias no banheiro e na cozinha. Equipes do programa prometeram a troca do piso, ajustes na parede, troca de vaso sanitário e de portas e paredes.
Ivonete Cruz Santos, 34 anos, dona de casa, também mora na região desde o início da ocupação. Ela afirmou que arquitetos já visitaram sua casa e disseram que vão arrumar a cozinha, trocar a porta, a janela e fazer pintura. No banheiro, vão colocar forro e terminar o reboco.
A residência de quatro cômodos onde mora o pedreiro Doair Nantes Velasques, 63, e mais cinco pessoas também será melhorada. As obras incluem troca de porta e janela, ligação à rede de esgoto, reboco e colocação de piso.
A diretora-presidente da Agehab (Agência de Habitação Popular de Mato Grosso do Sul), Maria do Carmo Avesani Lopez, explicou que o empréstimo foi necessário porque a proposta foi cadastrada prevendo o investimento de um fundo perdido. Ela contou que conversou com o governador e o convidou para conhecer a comunidade, mostrando a importância do projeto para a qualidade de vida dos moradores.
Maria do Carmo afirmou que o Periferia Viva enxerga o problema como um todo, não apenas a infraestrutura, mas também a qualidade da moradia. O posto de atendimento funcionará de segunda a sexta-feira, das 8h às 13h, exceto feriados, para dar suporte às famílias durante as reformas.
