03/02/2026
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Número de pessoas em extrema pobreza na Paraíba atinge mínimo histórico

Em 2024, aproximadamente 194 mil pessoas na Paraíba vivem em situação de extrema pobreza, o que representa cerca de 4,7% da população do estado. Além disso, 38,3% da população, ou cerca de 1,58 milhão de pessoas, está em situação de pobreza. Esses dados são parte da “Síntese de Indicadores Sociais” divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Estes números são os mais baixos já registrados na série histórica iniciada em 2012. Desde então, a Paraíba tem reduzido a quantidade de pessoas nessas condições por três anos consecutivos. Em 2021, o índice de extrema pobreza atingiu seu pico, com 16,7% da população e 56,1% vivendo em condições de pobreza.

A pobreza é definida como a falta de recursos financeiros suficientes para garantir uma vida digna. Para ser considerado pobre, o rendimento domiciliar per capita deve estar abaixo da linha internacional de US$ 6,85 por dia, o que limita o acesso a bens e serviços essenciais. Já a extrema pobreza é um estágio mais crítico, com renda inferior a US$ 2,15 por dia, o que impossibilita a satisfação de necessidades básicas como alimentação e moradia.

Embora os números na Paraíba tenham apresentado queda, o estado ainda tem uma taxa de vulnerabilidade acima da média nacional, embora seja menor se comparado à média da região Nordeste. Na Paraíba, 38,3% da população vive com menos de US$ 6,85 por dia, valor um pouco abaixo dos 39,4% registrados no Nordeste, mas superior à média do país, que é de 23,1%. Em relação à extrema pobreza, a Paraíba registra 4,7%, enquanto o Nordeste chega a 6,5% e a média nacional é de 3,5%.

A situação financeira da população paraibana também pode ser observada pelos rendimentos. Em 2024, 27,1% da população teve rendimento domiciliar per capita entre ¼ e ½ salário-mínimo, sendo essa a segunda maior faixa. Já 32,7% dos habitantes se situam entre ½ e 1 salário-mínimo. Por outro lado, aqueles que recebem acima de 2 salários-mínimos são um grupo bem menor: 18,2% ganha de 1 a 2 salários, 4,2% de 2 a 3 salários, 3% de 3 a 5 salários e apenas 1,9% possui rendimento acima de 5 salários-mínimos.

Esses dados indicam que, apesar da melhoria nas condições de vida de parte da população paraibana, o estado ainda enfrenta desafios significativos em relação à pobreza e à desigualdade social.

Sobre o autor: Redação DDBNews

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