Eleições em 2024 Podem Afetar Hugo Motta
As próximas eleições, previstas para outubro, podem trazer mudanças significativas na Câmara dos Deputados, com o crescimento do Centrão ameaçando a reeleição de Hugo Motta (Republicanos-PB) à presidência da Casa em 2027. Atualmente, o futuro de Motta à frente do cargo está incerto, com líderes da Câmara expressando dúvidas sobre sua recondução.
Vários fatores complicam a situação de Motta. Além do potencial crescimento do Centrão, ele também é responsabilizado por alguns desgastes enfrentados pela Câmara, como a negativa pública em relação a um projeto que aumentaria o número de deputados. Esses problemas refletem em sua popularidade e na percepção pública da Casa.
Em busca de uma solução, aliados próximos a Motta mencionam que ele tem buscado uma reaproximação com o presidente Lula (PT) para fortalecer sua posição em 2026. Essa estratégia busca não apenas garantir sua cadeira, mas também ampliar o poder de sua família na política paraibana.
Conquistar o apoio ou até mesmo a neutralidade do PT pode ser crucial para Motta, especialmente para consolidar a candidatura de Nabor Wanderley, seu pai, ao Senado. Aparentemente, existe um interesse mútuo nesse laço, que beneficiaria ambas as partes.
Nesta quarta-feira, o governador João Azevedo (PSB) falou sobre um recente encontro com Lula em Brasília, onde estavam presentes Nabor e Hugo Motta, durante a posse de Gustavo Feliciano no Ministério do Turismo. Azevedo mencionou que a conversa tinha o objetivo de garantir apoio do presidente para toda a chapa nas eleições.
No entanto, Nabor Wanderley, em uma entrevista, indicou que a discussão com Lula foi bastante genérica e não se aprofundou nas questões eleitorais. Poucas horas depois de confirmar sua permanência na base do prefeito Cícero Lucena (MDB-JP), o vereador Guga Pet (PP) decidiu apoiar Lucas Ribeiro (PP) para governador, o que gerou descontentamento no grupo político de Lucena.
Cícero reagiu à mudança de Guga, dizendo que preferia a fidelidade dos animais do que a infidelidade de alguns humanos. O prefeito, que já contou com o apoio de 27 dos 29 vereadores, minimizou a situação, afirmando que as mudanças refletem uma ala política que deseja ver João Pessoa fracassar.
Carlos Ítalo Suassuna de Oliveira, filho de Guga Pet, era coordenador de Políticas de Bem-Estar Animal na gestão municipal. Azevedo comentou que a adesão de Guga ao seu grupo era esperada, dado que ele sempre fez parte do Progressistas, e opinião semelhante foi compartilhada por Lucas Ribeiro.
O vice-governador afirmou que o Progressistas liderará a federação com o União Brasil na Paraíba e expressou confiança no cenário político atual. Adriano Galdino, presidente da Assembleia Legislativa, falou sobre a necessidade de lealdade dentro dos grupos, direcionando conselhos a Lucas Ribeiro sobre o relacionamento com o governador.
Galdino também reforçou sua confiança em Ribeiro, afirmando que ele deve manter a lealdade ao governador João Azevedo, para que juntos possam trabalhar pelo bem da Paraíba. Quanto à possibilidade de ser o candidato a vice-governador, Galdino afirmou que seu foco é continuar como deputado estadual, mas não descarta futuras possibilidades.
Recentemente, Galdino e o deputado Hugo Motta conversaram com Felipe Leitão (REP), que decidiu apoiar Cícero Lucena, lembrando que essa transição foi amigável. O deputado Hervázio Bezerra (PSB) manifestou descontentamento com um rótulo de inoperância atribuído a ele por Azevedo.
Por fim, o Supremo Tribunal Federal (STF) deve retomar em breve o julgamento sobre a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) da Paraíba para 2026, que envolve um impasse entre a Assembleia Legislativa e o Poder Executivo sobre emendas parlamentares e propostas orçamentárias.
