O setor de serviços da Paraíba apresentou um crescimento de 9% em novembro de 2025 em comparação com o mesmo mês do ano anterior. Essa taxa é a segunda mais alta entre as 27 unidades da Federação. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e mostram que, no mesmo período, o crescimento médio do setor no país foi de 2,5%. O Pará foi o estado que teve a maior alta, com um aumento de 10,9%.
Além disso, ao comparar novembro de 2025 com outubro do mesmo ano, a Paraíba se destacou novamente, com um crescimento de 2,9%. Nesse mesmo comparativo, o volume de serviços no país teve uma leve queda de 0,1%, e 17 estados apresentaram retração.
No total acumulado de janeiro a novembro de 2025, o setor de serviços na Paraíba cresceu 5,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. Esse desempenho garantiu ao estado a segunda maior taxa de crescimento do país, ficando atrás apenas do Distrito Federal, que teve uma alta de 7,6%. A média nacional nesse período foi de 2,5%.
Os segmentos que mais contribuíram para o crescimento em novembro incluem as atividades turísticas, que foram particularmente impulsionadas pelo transporte aéreo de passageiros, serviços de bufê e reservas de hospedagem. No acumulado de 2025, quatro dos cinco segmentos analisados mostraram crescimento, com destaque para a área de informação e comunicação, beneficiada pelo aumento das receitas em tecnologia da informação, desenvolvimento e licenciamento de softwares, hospedagem de dados e serviços digitais.
O setor de serviços tem se mostrado fundamental para a economia da Paraíba. Nos primeiros 11 meses de 2025, ele foi responsável pela criação de 24.335 novos postos de trabalho com carteira assinada, o que representa 73% do total de empregos formais gerados no estado. Além disso, o setor concentra aproximadamente 70% do Produto Interno Bruto (PIB) da Paraíba. Segundo as projeções do Banco do Brasil, se espera que o setor cresça 5,5% ao longo de 2025, cifra que é mais do dobro da taxa prevista para o país e para a região Nordeste, que é de 2,2%.
A Pesquisa Mensal de Serviços analisa o desempenho do setor tanto a nível nacional quanto estadual, com base nas receitas das empresas formais que possuem 20 ou mais funcionários, excluindo os setores de saúde e educação.