Uma mulher foi presa sob suspeita de envolvimento na morte da policial penal Edivânia da Silva, residente em Patos, no Sertão da Paraíba. O ex-marido da vítima já havia sido detido sob a suspeita de ter cometido o crime. A prisão da mulher ocorreu na cidade de Paulo Afonso, na Bahia, na sexta-feira (28), durante uma ação policial que cumpriu um mandado de prisão temporária.
O delegado Diego Passos, que lidera a investigação, informou que a mulher teve participação na morte de Edivânia, mas não revelou detalhes sobre como ela estaria envolvida. Essa decisão visa não comprometer os próximos passos do inquérito. As autoridades descobriram que a suspeita estava trabalhando para destruir provas relacionadas ao assassinato.
Além disso, foi apurado que a mulher mantinha um relacionamento extraconjugal com o ex-marido de Edivânia, que era oficialmente casado com a policial. Documentos pertencentes ao homem foram encontrados na casa da suspeita, confirmando a relação entre eles.
Atualmente, não há uma data definida para a transferência da mulher para a Paraíba, mas ela passará por uma audiência de custódia após a prisão.
O caso começou a ganhar atenção no dia 8 de novembro, quando o ex-marido de Edivânia foi preso em Caetés, Pernambuco, após ter se evadido após o crime. As investigações indicam que Edivânia foi encontrada morta em sua própria casa. Amigos e familiares haviam perdido contato com ela desde o dia 7 de novembro.
A prisão da mulher aconteceu após uma ação conjunta das polícias, incluindo a Polícia Rodoviária Federal da Paraíba e de Pernambuco, a Polícia Militar de Pernambuco, a Polícia Penal e a Polícia Civil da Paraíba.
Em nota, a Secretaria de Administração Penitenciária da Paraíba expressou seu pesar pela morte da servidora, destacando seu compromisso e profissionalismo. Edivânia estava na corporação desde 2012 e trabalhava na Penitenciária Feminina de Patos no momento do seu falecimento.