27/02/2026
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VBP agro da Paraíba deve crescer 2,7% em 2025 com pecuária

O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) anunciou um investimento de R$ 133,4 milhões em 2025, focado em 985 projetos para o desenvolvimento agropecuário no Paraná. A maioria das iniciativas apoiadas está relacionada a energia renovável e à modernização das práticas na pecuária de leite e corte, além de destacar projetos de biomassa e irrigação. O BRDE é parceiro do Banco do Agricultor Paranaense dentro desse programa, que é coordenado pela Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab) e foi criado em 2021. Desde então, mais de R$ 414 milhões foram investidos em 2.927 projetos.

Carmem Truite, gerente operacional do BRDE, explicou que os projetos refletem os principais desafios enfrentados pelos produtores rurais. Ela ressaltou que a energia é um dos maiores custos para as famílias no campo, e a adoção de fontes renováveis traz benefícios financeiros e maior autonomia para os agricultores. O dinheiro economizado pode ser usado para melhorar a qualidade de vida das famílias ou reinvestido na produção, o que ajuda a gerar um ciclo produtivo mais sustentável.

Gilvane Toneto, um produtor rural de Missal, no Oeste do Paraná, contou como o programa ajudou a expandir seu negócio. Ele possui uma propriedade de 18 hectares e atua na pecuária leiteira. Com a ajuda do Banco do Agricultor, Gilvane conseguiu comprar sete novos animais, o que já começou a trazer lucro.

Desde que o programa foi iniciado, R$ 114 milhões desse montante total foi destinado a subvenções oferecidas pelo Governo do Paraná. Essas subvenções permitem que os agricultores recebam de volta parte ou a totalidade dos juros pagos em financiamentos. A devolução dos valores depende do porte do produtor, do tipo de projeto e da localidade onde ele será implementado, com regiões de menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) recebendo maiores benefícios.

O diretor-presidente do BRDE, Renê Garcia Júnior, destacou que o Banco do Agricultor Paranaense é uma política pública que traz impacto direto na vida das famílias rurais e no fortalecimento da economia local. Para Gilvane, os juros do programa são significativamente menores do que os oferecidos por outros bancos, e as condições de pagamento também são mais vantajosas.

O programa não se limita apenas aos pequenos agricultores. Produtores de maior porte também podem acessar recursos, especialmente para projetos de energia solar, biomassa, irrigação e turismo rural. O objetivo é promover atividades que tragam benefícios econômicos e ambientais, garantindo um desenvolvimento rural equilibrado e inclusivo. O BRDE disponibiliza soluções financeiras que buscam apoiar tanto a sustentabilidade quanto a competitividade do setor.

As atividades de avicultura e suinocultura também podem se beneficiar indiretamente do programa. Por exemplo, agricultores que desejam instalar painéis solares em suas propriedades podem enquadrar seus projetos como iniciativas de energia renovável, obtendo assim os incentivos financeiros. A modernização de processos e a aquisição de novos equipamentos para aumentar a produtividade também são prioridades.

O secretário da Agricultura e do Abastecimento, Marcio Nunes, comentou que a produção de proteína animal no Paraná se tornou mais competitiva com a geração própria de energia. Ele mencionou que, historicamente, a energia era o segundo maior custo na avicultura, mas agora chegou a cair para a quarta ou quinta posição.

O Banco do Agricultor Paranaense, em parceria com o BRDE e outras instituições financeiras, visa incentivar, por meio de crédito subsidiado, o desenvolvimento de produtores rurais e cooperativas. A iniciativa apoia projetos de energia sustentável e irrigação.

Os produtores interessados em acessar os recursos podem procurar as cooperativas de crédito conveniadas ao BRDE. Projetos que ultrapassam R$ 800 mil podem ser submetidos diretamente pelo internet banking do BRDE.

As linhas de financiamento disponíveis incluem opções com juros zero para diversos projetos, como os voltados para a agricultura familiar, turismo rural e energia renovável, além de taxas que variam entre 1% e 5,5% para outras atividades.

Sobre o autor: Redação DDBNews

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