O Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS) enfrenta dificuldades para dar andamento ao seu plano de expansão, financiado com recursos do Novo PAC. A escassez de mão de obra qualificada na construção civil é apontada como o principal motivo para o avanço lento das obras.
Três novas unidades estão previstas, totalizando investimentos de R$ 73 milhões. As construções em Amambai e Paranaíba, anunciadas em 2024, ainda não começaram. Uma terceira unidade, no bairro Anhanduizinho, em Campo Grande, foi anunciada recentemente pelo Ministério da Educação (MEC).
O secretário especial do PAC, Roberto Garibe, afirmou que o andamento dos projetos está mantido, apesar das restrições orçamentárias. O eixo Educação do Novo PAC no Estado inclui 202 iniciativas, entre elas os novos campi do IFMS e obras na Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD).
A reitora do IFMS, Elaine Cassiano, explicou que o processo é cauteloso devido à complexidade das licitações e às exigências legais. O objetivo é garantir segurança jurídica e evitar problemas futuros nas contratações.
Em Paranaíba, o processo de licitação já foi iniciado. A unidade terá capacidade para até 1.400 estudantes. A reitora afirmou que a ordem de serviço para iniciar a construção deve ser assinada nas próximas duas semanas. Em Amambai, a unidade está em fase de pré-licitação, com edital previsto para julho.
A unidade de Amambai, voltada aos povos originários, não oferecerá cursos exclusivos para indígenas. A ideia é evitar segregação. A unidade terá capacidade para 900 alunos e oferecerá cursos na área de recursos naturais, gestão e informática.
A segunda unidade em Campo Grande será construída na região do Anhanduizinho. O terreno foi cedido pelo município. A unidade terá capacidade para 1.400 matrículas. O IFMS espera lançar o edital de licitação até o fim do ano.
Outras ações do Novo PAC
No balanço do Novo PAC em Mato Grosso do Sul, desde 2023, foram entregues 28.698 unidades habitacionais pelo Minha Casa, Minha Vida. Outras 4,8 mil moradias estão em construção. Até agora, foram aplicados R$ 10,3 bilhões no Estado, a maior parte em obras sociais.
Na área da saúde, o programa inclui a renovação de 23 ambulâncias do Samu, a entrega de seis unidades odontológicas móveis e obras em 47 Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Estão em andamento a construção de duas maternidades, cinco Centros de Atenção Psicossocial (Caps) e duas policlínicas.
Na área energética, cinco empreendimentos foram concluídos em parceria com empresas privadas. O balanço inclui ainda a entrega de sistemas de esgotamento sanitário em 20 municípios. Entre outros projetos, está a previsão de retomada da fábrica de fertilizantes UFN-III, em Três Lagoas.

