11/06/2026
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Figurinhas da Copa alegram crianças internadas em hospital de MS

Figurinhas da Copa alegram crianças internadas em hospital de MS

Uma campanha com álbuns e figurinhas da Copa do Mundo, que começou por causa de uma criança internada, virou surpresa para pacientes da ala pediátrica do Humap (Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian), em Campo Grande, nesta quinta-feira (11). Organizada pelo empresário Bruno Nóbrega, a ação arrecadou cerca de 90 álbuns e mais de mil figurinhas para crianças que passam dias longe da escola, da casa e das brincadeiras.

A ideia nasceu depois que a sobrinha de Bruno contou que um amigo dela estava internado e, por isso, não conseguia participar da troca de figurinhas com os colegas. “Minha sobrinha tinha um amigo internado. Ela comentou com o pai dela que o amigo não estava na aula, estava no hospital. Eu falei: vou levar essa ideia lá para o Hospital Universitário”, contou Bruno.

A proposta foi apresentada ao diretor do hospital, Carlos Coimbra, que aceitou a iniciativa. A partir daí, escolas, empresas e voluntários começaram a se mobilizar para arrecadar os álbuns e os pacotes. “A gente conseguiu uma média de 90 álbuns e mais de mil figurinhas. Algumas escolas estão fazendo gincana para arrecadar também. Dependendo da quantidade de doações, dá para atender outras entidades”, afirmou o empresário.

Mais do que entregar os itens, a intenção é criar uma rotina de troca entre as próprias crianças internadas, como acontece fora do hospital. “A ideia é que depois eles troquem as figurinhas repetidas por aqui mesmo. É para esquecer um pouquinho essa internação. Lá fora está todo mundo trocando figurinha, todo mundo brincando, e aqui eles também podem entrar nesse clima”, disse Bruno.

O empresário contou que percebeu o efeito da campanha antes mesmo da entrega. Durante a organização, encontrou uma menina que receberia alta no dia anterior à ação. Ao saber que os álbuns seriam entregues no dia seguinte, ela pediu ao pai para ficar mais um dia no hospital. “Ela falou: ‘pai, posso ficar mais um dia?’. Aquilo me arrepiou. Quebrou esse clima de hospital”, relatou.

Segundo Carlos Coimbra, diretor do HU, cerca de 30 crianças ficam internadas, em média, nas áreas pediátricas, incluindo UTI Neonatal e UTI Pediátrica. O hospital também atende um número maior de crianças no ambulatório, que passam por consultas ou procedimentos e voltam para casa no mesmo dia.

Coimbra afirmou que ações vindas da sociedade ajudam no cuidado com os pacientes, especialmente quando envolvem crianças afastadas da rotina por causa de tratamento. “A gente sempre apoia ações, principalmente quando vêm da sociedade para dentro do hospital. Ficamos muito felizes. O hospital também faz ações em datas comemorativas, como Natal, Dia das Crianças e Páscoa, para trazer alegria e entretenimento para quem está internado”, disse.

Segundo ele, iniciativas com voluntários, personagens, música e até cães já fazem parte da rotina de humanização do hospital. “Trazer alegria e conforto para os pacientes comprovadamente melhora o estado clínico dessas crianças. O mais importante não é só completar os álbuns, mas distrair, trazer alegria e fazer com que elas entrem no clima da Copa”, afirmou o diretor.

A campanha segue até 30 de junho, com arrecadação em pontos espalhados pela cidade. Os locais de coleta não foram detalhados à reportagem.

Entre as famílias atendidas estava a de Anderson Vieira Pires, de 37 anos, construtor, morador de Nioaque. Ele acompanha o filho Daniel, de 4 anos, internado por pneumonia. O menino chegou a Campo Grande na quinta-feira e ainda não tinha ganhado um álbum. “Ele veio para Campo Grande na quinta. Ainda não tinha dado tempo de comprar. Agora já vai levar de volta para Nioaque”, disse o pai.

Para Anderson, a surpresa ajuda a aliviar a ansiedade da internação. “As crianças ficam muito paradas aqui no hospital, ficam ansiosas, querendo ir para casa. Dá um ânimo a mais”, afirmou.

A dona de casa Edna Nazário também acompanhava a filha Emanuele, de 7 anos, internada havia oito dias por pneumonia. Ela disse que a menina ainda não conhecia o álbum de perto e que a ação ajudou a quebrar a rotina do hospital. “Foi superlegal, descontraído. Fica aqui muito tempo, aí termina achando o que fazer”, contou. Emanuele preferiu não abrir todos os pacotes no hospital. Queria guardar parte da surpresa para casa. “Ela quer levar para abrir com a irmã”, termina a mãe.

Sobre o autor: Redação DDBNews

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