04/05/2026
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MS: 5,4 mil perfis genéticos, mas baixo cadastro

Mato Grosso do Sul registrou 5.459 perfis cadastrados no Banco Nacional de Perfis Genéticos (BNPG) até o dia 29 de abril deste ano, segundo a Polícia Científica. O Estado ocupa a 16ª posição entre as 21 unidades da federação que alimentam o sistema. Também aparece na colocação entre os que menos fazem cadastros. Os estados de São Paulo, Minas Gerais e Pernambuco estão na liderança de registros.

No portal do banco nacional, os dados indicam 5.449 casos até 1º de março. Desse total, a maioria, 4.081, é de pessoas condenadas. Há ainda 906 perfis de vestígios coletados em locais de crime, 207 amostras de familiares de pessoas desaparecidas, 205 de restos mortais não identificados e 39 de pessoas identificadas por ordem judicial. O banco também reúne 7 coletas de pessoas vivas com identidade desconhecida, feitas em hospitais, abrigos ou instituições de saúde, além de 3 amostras por decisão judicial e um caso de restos mortais já identificados.

O painel do banco aponta 871 vestígios registrados em Mato Grosso do Sul até 28 de novembro de 2025. Desses, 403 estão ligados a crimes contra o patrimônio, 319 a crimes sexuais, 13 a crimes contra a vida e 3 a feminicídios, entre outros.

Os dados também mostram o potencial de cruzamento de informações. Até o mesmo período, foram identificadas 59 coincidências genéticas no Estado. Destas, 46 são do tipo vestígio por vestígio, ou seja, materiais coletados em diferentes ocorrências se correspondem, o que permite ligar crimes distintos. Outras 13 são coincidências entre vestígio e indivíduo, situação que pode apontar a autoria ao relacionar o material genético a alguém já cadastrado.

Nesta semana, institutos de identificação de Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul realizam uma operação integrada para aumentar o banco nacional. A ação começou na segunda-feira (27) e até a quarta-feira (29) o número de amostras subiu para 5.459.

O banco reúne perfis de DNA de condenados, vestígios de locais de crime e registros de pessoas desaparecidas e seus familiares. A cada nova inclusão, o sistema faz cruzamentos automáticos com os dados já existentes. Isso pode ajudar a identificar suspeitos, relacionar diferentes ocorrências e localizar desaparecidos, mesmo em casos antigos.

De acordo com o XXIII Relatório da Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos (RIBPG), divulgado em novembro de 2025, 74% dos registros no país são de referências criminais, o que corresponde a 206.642 perfis. Os vestígios representam 14% (38.475 registros) e cerca de 5% estão ligados a pessoas desaparecidas. Apesar disso, as amostras doadas por familiares de desaparecidos não são comparadas com os perfis de vestígios coletados em cenas de crime.

Sobre o autor: Redação DDBNews

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