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Câmera registra som da queda de avião que matou dois em Campo Grande

Por Diário do Brejo · · 2 min de leitura
Câmera registra som da queda de avião que matou dois em Campo Grande
Destroços da aeronave em meio à mata (Foto: Juliano Almeida)

Uma câmera de segurança de uma casa em um condomínio registrou o som da queda do avião bimotor modelo Seneca que caiu na manhã desta sexta-feira (3) no Aeroporto Santa Maria, em Campo Grande. A aeronave tinha como destino o Pantanal de Mato Grosso do Sul.

No vídeo, é possível ouvir o avião decolando por volta das 6h20. Segundos depois, o som da aeronave desaparece e, em seguida, o barulho do impacto é registrado.

Dois corpos foram encontrados nos destroços. As vítimas, um homem e uma mulher, estavam presas às ferragens. Até o momento, elas ainda não foram oficialmente identificadas.

Os destroços foram localizados por um funcionário do hangar, que fazia buscas a pé desde as primeiras horas da manhã. O avião estava do lado direito da pista, em uma área de mata próxima ao Condomínio Atlântico.

A equipe de resgate do Corpo de Bombeiros estava no hangar quando recebeu a informação sobre a localização da aeronave. Parte dos militares seguiu a pé pela pista até o ponto da queda, enquanto outra equipe foi até o local em uma caminhonete do hangar.

A aeronave ficou completamente destruída, com partes espalhadas pela área. Também havia forte cheiro de combustível, o que exigiu cuidado das equipes durante o atendimento. As causas da queda ainda estão sendo apuradas.

Conforme consulta ao RAB (Registro Aeronáutico Brasileiro), da ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil), a aeronave de matrícula PT-WYQ aparece como modelo NEIVA EMB-810D, fabricada em 1983, com situação normal. O CVA (Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade) tem validade até 4 de junho de 2027.

O registro informa ainda que o avião estava autorizado para voo IFR (regras de voo por instrumentos) noturno, modalidade em que a navegação pode ser feita com apoio dos instrumentos da aeronave, inclusive à noite. Não há gravame apontado, ou seja, não consta restrição financeira ou jurídica sobre o avião.

Na aba de operadores e autorizações, a aeronave aparece vinculada à Amapil Taxi Aéreo Ltda-EPP. O operador consta como privado e o certificado de aeronavegabilidade é do tipo CA padrão.

Quanto à operação, o registro indica autorização para atividade comercial sob o RBAC (Regulamento Brasileiro da Aviação Civil) nº 135, norma relacionada ao serviço de táxi aéreo. A aeronave não aparece autorizada para operação regular, ou seja, voos com rotas e horários fixos.

Também constam como não autorizados o SAE (Serviço Aéreo Especializado) e os voos de instrução sob o RBAC nº 141, voltado a escolas e centros de treinamento de aviação civil. A operação comercial sob o RBAC nº 121, geralmente ligada a voos regulares de empresas aéreas, também não está autorizada.

O Seneca é um bimotor usado em voos executivos, táxi aéreo, treinamento e deslocamentos regionais.

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