México: fortalezas y debilidades como local
A Seleção Mexicana abriu o grande torneio internacional no dia 11 de junho contra a África do Sul no Estádio Cidade do México, em partida que marcou o início da competição. O México é o único país que organizou uma competição masculina desta magnitude três vezes, após as edições de 1970 e 1986, as duas únicas vezes em que o Tri chegou às quartas de final.
O time de Javier Aguirre lidera o Grupo A, que divide com África do Sul, Coreia do Sul e República Tcheca. Após o jogo de abertura, a seleção nacional viajou para Guadalajara para enfrentar a Coreia do Sul no dia 18 de junho e encerrará a fase de grupos de volta à capital contra a República Tcheca no dia 24 de junho. É um setor equilibrado no papel: a condição de anfitrião e a ausência de viagens para fora do país são os fatores pelos quais o Tri aparece como favorito do quarteto nas previsões.
A primeira vantagem é o ambiente. O México não joga em um vazio neutro, mas em uma atmosfera onde cada recuperação recebe um impulso extra da torcida. Para o rival, esse ambiente causa um desgaste que se acumula durante os noventa minutos. Para os locais, é combustível que chega nos momentos em que um jogo é decidido.
O referente do time é Raúl Jiménez, que teve seu melhor ano individual com a Seleção ao marcar nove gols em 2025, com gols decisivos na Liga das Nações da Concacaf e na final da Copa Ouro contra os Estados Unidos. O gol que colocou o México na final, contra Honduras, nasceu de uma assistência de Gilberto Mora, de 17 anos, em seu segundo jogo oficial com o Tri.
Entre a referência de área de Jiménez e o surgimento de jovens jogadores na criação, a equipe tem mais de uma maneira de chegar ao gol adversário. Se as pontas funcionarem e o meio-campo acompanhar a bola solta, o Tri é capaz de manter o rival sob pressão por longos períodos.
As dúvidas começam no aspecto emocional. A mesma atmosfera caseira que pode impulsionar a equipe também pode sobrecarregá-la. Um gol sofrido cedo, uma decisão de arbitragem contestada ou uma série de jogadas sem concretização são suficientes para que o jogo entre em uma dinâmica nervosa.
Essa fragilidade tem um histórico que a torcida conhece: entre os Estados Unidos em 1994 e a Rússia em 2018, o México foi eliminado sete vezes consecutivas nas oitavas de final, e no Catar 2022 nem passou da fase de grupos. É uma herança medida pela ausência de um quinto jogo.
O outro risco está no espaço atrás da defesa. Contra a Coreia do Sul, uma seleção que aposta na pressão e velocidade, essa zona será a mais exposta da competição. Contra a África do Sul e a República Tcheca, o perigo muda de forma: bola parada, disputa física e segunda jogada.
O México chega a esta grande competição com um piso alto para a fase de grupos e um teto que a história se encarregou de marcar. Se a equipe administrar o barulho de sua própria torcida e não se precipitar nos primeiros minutos, o fator local trabalhará a seu favor.

