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Mulher morta no Inferninho tratava suspeito como filho

Por Diário do Brejo · · 2 min de leitura
Mulher morta no Inferninho tratava suspeito como filho
Um dos suspeitos presos na operação é conduzido por policiais durante as diligências (Foto: Victória Costacurta)

A Polícia Civil de Campo Grande revelou que a mulher encontrada morta na região do Inferninho tratava o principal suspeito pelo crime como um filho. Giovana Castura Werner, de 52 anos, foi assassinada em março. O homem apontado como líder do grupo investigado teria usado o celular e as contas bancárias dela para transferir cerca de R$ 10 mil entre os envolvidos.

As informações foram divulgadas nesta terça-feira (14), durante operação da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Quatro suspeitos foram presos. A proximidade entre a vítima e o investigado era grande, a ponto de ele ter acesso à senha bancária dela.

Após o assassinato, foram feitas transferências da conta de Giovana para a conta do suspeito, que depois dividiu o dinheiro com outros integrantes do grupo. A polícia suspeita que as movimentações ocorreram pelo celular da vítima, que sumiu no dia do crime e não foi encontrado. O valor exato ainda depende da análise dos extratos, mas a estimativa é de R$ 10 mil.

Quinto suspeito

Um quinto suspeito foi identificado durante as investigações. Ele teria recebido R$ 500 para esconder o corpo e abandonar o carro usado no crime. A polícia afirma que ele não participou da execução, mas ajudou a dificultar a descoberta do homicídio. O homem prestou depoimento e teve a participação formalizada no inquérito, mas não foi preso.

A operação cumpriu quatro mandados de prisão temporária e cinco de busca e apreensão em diferentes bairros de Campo Grande. Os nomes dos presos não foram divulgados.

Após as prisões, quatro suspeitos confessaram participação no crime, mas deram versões diferentes sobre quem atirou em Giovana e quem mandou matá-la. O homem apontado como líder negou envolvimento e disse que está sendo acusado injustamente. As prisões são temporárias e valem por 30 dias. A DHPP vai analisar dados bancários e telefônicos e confrontar os depoimentos.

O caso

Giovana Castura Werner foi achada morta no dia 24 de março, na Cachoeira do Inferninho, em Campo Grande. O corpo tinha um ferimento de bala na cabeça. A família disse que ela saiu de casa para fazer cobranças e não voltou. No dia seguinte, a polícia encontrou o carro dela abandonado no Jardim Colúmbia.

Dentro do veículo havia vestígios de sangue, um projétil e uma pá. O celular da vítima nunca foi recuperado. A investigação aponta que o crime pode ter relação com cobranças de dívidas e agiotagem. A Polícia Civil ainda trabalha para esclarecer a motivação e o papel de cada suspeito.

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