Autoridades do Pentágono informaram parlamentares dos Estados Unidos sobre uma avaliação de inteligência que concluiu que a remoção completa das minas do Estreito de Ormuz, após o fim da guerra com o Irã, poderia levar até seis meses. A informação foi confirmada por uma fonte familiarizada com o assunto à CNN.
O Comitê de Serviços Armados da Câmara dos Representantes foi comunicado sobre esse cronograma durante uma reunião confidencial na terça-feira (21). A fonte não deu mais detalhes sobre o encontro, que foi noticiado primeiro pelo Washington Post. A avaliação serve como lembrete das grandes consequências econômicas e políticas do conflito.
No mês passado, a CNN já havia informado que uma avaliação interna da Agência de Inteligência de Defesa (DIA) apontou que o Irã poderia manter a passagem fechada por um período de um a seis meses. Quatro fontes com acesso ao documento confirmaram a informação.
Na época, a Casa Branca e o Pentágono afirmaram que a avaliação, especialmente o prazo mais longo (considerado o pior cenário), não estava sendo levada a sério. Um porta-voz do Pentágono reforçou nesta quarta-feira (22) que um fechamento de seis meses seria “inaceitável”.
O porta-voz Sean Parnell declarou: “A seleção tendenciosa de informações vazadas pela mídia, muitas das quais falsas, a partir de uma reunião confidencial e fechada, é jornalismo desonesto”. Ele acrescentou que, como já dito em março, uma avaliação não significa que seja plausível, e que fechar o Estreito de Ormuz por seis meses é uma impossibilidade e completamente inaceitável para o secretário de Defesa.
O conteúdo foi publicado originalmente pela CNN Brasil, com os tópicos: Estreito de Ormuz, EUA, Guerra Oriente Médio e Irã.
