Pacientes internados no Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian (Humap), em Campo Grande, acompanharam a estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026 neste sábado (13) em um espaço decorado pela equipe de enfermagem. O primeiro gol de Marrocos não diminuiu a expectativa dos torcedores que assistiam à partida de dentro do hospital.
Balões verdes e amarelos decoravam a entrada da clínica e os corredores. Em uma sala multiuso, uma bandeira do Brasil pendurada em um carrinho dividia espaço com a televisão cercada por enfeites nas cores nacionais. Alguns pacientes assistiam ao jogo reunidos no local, enquanto outros acompanhavam pelo celular nos quartos.
O estudante Marlon Pietro de Almeida Rodrigues, de 15 anos, está internado desde segunda-feira (8) para tratamento de anemia falciforme. Ele pediu à mãe que levasse uma televisão ao hospital para não perder a estreia. “Minha mãe trouxe hoje de manhã porque eu queria acompanhar o jogo. Estou confiante em um 3 a 2 para o Brasil”, disse o adolescente, que assistia à partida ao lado da tia, do irmão e do primo. Corintiano, Marlon tem como ídolos Neymar, Vinícius Júnior e Endrick.
A iniciativa partiu da equipe de enfermagem. O técnico de enfermagem Alexandre Wagner Leão Coimbra, de 23 anos, explicou que a decoração começou a ser preparada na sexta-feira (12) e foi concluída neste sábado. “A ideia é proporcionar dias mais leves para quem está internado. Muitas vezes o paciente fica longe da família e da rotina. Criamos esse espaço para trazer um pouco de acolhimento e descontração”, afirmou. Nascido em junho de 2002, durante a campanha do pentacampeonato, Alexandre comemorou o empate brasileiro marcado por Vinícius Júnior. “A expectativa é grande. Já temos cinco estrelas e estamos em busca da sexta.”
O aposentado Osmar Luiz Gonçalves, de 80 anos, internado desde segunda-feira, não perdeu o otimismo após o gol marroquino. “Esse primeiro gol foi uma isca para chamar o Brasil. Acho que vai ser 3 a 1 para a Seleção. Se Deus quiser, o hexa vem”, brincou. Segundo ele, momentos como esse ajudam a enfrentar a internação. “Eles nos dão atenção e conforto. Isso ajuda a passar o tempo e torna o tratamento mais leve.”
O estudante Gabriel de Oliveira Santos, de 20 anos, está internado há quase um mês para tratamento de anemia falciforme. Ele também aprovou a iniciativa. “Foi uma brilhante ideia trazer a televisão para a gente assistir. Tira o tédio, principalmente para quem está internado há bastante tempo”, afirmou. Corintiano, Gabriel acreditava que a Seleção ainda conseguiria virar a partida. “O Brasil começou ruim, mas acho que dá para virar. Meu palpite é 2 a 1.”

