13/06/2026
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Pacientes do HU transformam internação em torcida pelo hexa

Pacientes do HU transformam internação em torcida pelo hexa

Pacientes internados no Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian (Humap), em Campo Grande, acompanharam a estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026 neste sábado (13) em um espaço decorado pela equipe de enfermagem. O primeiro gol de Marrocos não diminuiu a expectativa dos torcedores que assistiam à partida de dentro do hospital.

Balões verdes e amarelos decoravam a entrada da clínica e os corredores. Em uma sala multiuso, uma bandeira do Brasil pendurada em um carrinho dividia espaço com a televisão cercada por enfeites nas cores nacionais. Alguns pacientes assistiam ao jogo reunidos no local, enquanto outros acompanhavam pelo celular nos quartos.

O estudante Marlon Pietro de Almeida Rodrigues, de 15 anos, está internado desde segunda-feira (8) para tratamento de anemia falciforme. Ele pediu à mãe que levasse uma televisão ao hospital para não perder a estreia. “Minha mãe trouxe hoje de manhã porque eu queria acompanhar o jogo. Estou confiante em um 3 a 2 para o Brasil”, disse o adolescente, que assistia à partida ao lado da tia, do irmão e do primo. Corintiano, Marlon tem como ídolos Neymar, Vinícius Júnior e Endrick.

A iniciativa partiu da equipe de enfermagem. O técnico de enfermagem Alexandre Wagner Leão Coimbra, de 23 anos, explicou que a decoração começou a ser preparada na sexta-feira (12) e foi concluída neste sábado. “A ideia é proporcionar dias mais leves para quem está internado. Muitas vezes o paciente fica longe da família e da rotina. Criamos esse espaço para trazer um pouco de acolhimento e descontração”, afirmou. Nascido em junho de 2002, durante a campanha do pentacampeonato, Alexandre comemorou o empate brasileiro marcado por Vinícius Júnior. “A expectativa é grande. Já temos cinco estrelas e estamos em busca da sexta.”

O aposentado Osmar Luiz Gonçalves, de 80 anos, internado desde segunda-feira, não perdeu o otimismo após o gol marroquino. “Esse primeiro gol foi uma isca para chamar o Brasil. Acho que vai ser 3 a 1 para a Seleção. Se Deus quiser, o hexa vem”, brincou. Segundo ele, momentos como esse ajudam a enfrentar a internação. “Eles nos dão atenção e conforto. Isso ajuda a passar o tempo e torna o tratamento mais leve.”

O estudante Gabriel de Oliveira Santos, de 20 anos, está internado há quase um mês para tratamento de anemia falciforme. Ele também aprovou a iniciativa. “Foi uma brilhante ideia trazer a televisão para a gente assistir. Tira o tédio, principalmente para quem está internado há bastante tempo”, afirmou. Corintiano, Gabriel acreditava que a Seleção ainda conseguiria virar a partida. “O Brasil começou ruim, mas acho que dá para virar. Meu palpite é 2 a 1.”

Sobre o autor: Redação DDBNews

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