18/05/2026
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Peteca troca prisão por tornozeleira mesmo como sócio oculto

Apontado como sócio oculto da Construtora Rial Ltda, Antônio Roberto Bittencourt Teixeira Pedrosa, de 70 anos, o “Peteca”, trocou a prisão no Centro de Triagem por monitoramento eletrônico. A tornozeleira foi instalada no sábado (dia 16), mesma data da decisão judicial. Ele foi preso na terça-feira (dia 12), na Operação Buraco Sem Fim, realizada pelo Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção), braço do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul).

Para a juíza May Melke Amaral Penteado Siravegna, do Núcleo de Garantias, embora existam “indícios concretos” de participação do investigado no esquema, o quadro de saúde apresentado justificou a substituição da prisão preventiva pela domiciliar. “Há indícios concretos quanto ao requerente atuar como sócio oculto da Construtora Rial Ltda., exercendo controle direto sobre a atuação da empresa”, diz trecho da decisão.

Porém, a magistrada destacou os problemas de saúde do investigado. Segundo a decisão, documentos médicos apontam que ele sofre de nefropatia (doença renal) e diabetes crônica, necessitando de acompanhamento frequente. “O requerente demonstra um quadro de saúde complexo e de grave debilidade”.

Para a investigação, Antônio Roberto é o verdadeiro tomador de decisões na empresa que está em nome do filho e da esposa. Filho de “Peteca”, Antônio Bittencourt Jacques Pedrosa também foi preso na investigação. “Por trás da fachada formal da empresa, os elementos apontam para a atuação proeminente de Antônio Roberto Bittencourt Teixeira Pedrosa, o Peteca, identificado como sócio oculto e verdadeiro tomador de decisões”, aponta o Gecoc.

Dos R$ 429 mil em espécie apreendidos, R$ 233 mil estavam na casa de Antônio Roberto. A investigação constatou a existência de uma organização criminosa que atua fraudando, sistematicamente, a execução do serviço de manutenção de vias públicas na cidade, por meio da manipulação de medições e da realização de pagamentos indevidos. Levantamento do Gecoc indica que, entre 2018 e 2025, a empresa acumulou contratos e aditivos que somam R$ 113.702.491,02.

O advogado William Maksoud Machado afirma que o empresário já está em regime domiciliar, conforme decisão judicial.

Sobre o autor: Redação DDBNews

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