17/05/2026
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Vingança após briga em bar mata bebê de 2 anos em Campo Grande

A Polícia Civil afirma que o ataque a tiros que matou um menino de 2 anos no Jardim Noroeste, em Campo Grande, foi uma vingança executada minutos depois de uma briga dentro de uma conveniência. O alvo dos atiradores seria um homem envolvido na confusão, mas os disparos acabaram atingindo a criança, a mãe dela e outras duas pessoas.

Conforme o auto de prisão em flagrante, a sequência começou após uma briga entre Mayke Joulson dos Anjos Campos e Thayanne de Souza Lima com frequentadores da conveniência Prime 2, na Rua Indianápolis. Depois das agressões, o casal deixou o local em uma Fiat Toro vermelha.

Segundo a investigação, pouco tempo depois, Adriel Dias dos Santos e Gislaine Maria de Souza passaram três vezes em frente à conveniência usando o mesmo veículo, monitorando a movimentação de quem permanecia no local.

Na sequência, Mayke e Thayanne retornaram em uma motocicleta Honda Bros vermelha. Mayke estava na garupa e começou a atirar contra as pessoas que permaneciam na frente da conveniência.

O menino, que estava acompanhado da mãe, foi atingido na cabeça. Ele chegou a ser levado para a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Tiradentes, mas morreu pouco depois. A mãe dele foi baleada no tórax.

Entre os feridos está um adolescente de 16 anos, que permanece internado em estado grave com um projétil alojado na cabeça, segundo a investigação.

O processo aponta que Thayanne confessou participação no crime e admitiu que sabia que Mayke retornaria ao local para “se vingar” das pessoas envolvidas na briga. Ela também confirmou que pilotava a moto usada no ataque.

A polícia afirma ainda que Adriel e Gislaine deram apoio logístico para a execução e fuga do grupo. A motocicleta usada no atentado foi encontrada escondida na casa do casal.

Após os tiros, Mayke foi levado para a casa da sogra, onde acabou localizado escondido em um dos quartos. No local, indicou aos policiais onde havia escondido a arma usada no crime, uma pistola Taurus PT 140 Pro calibre .40, encontrada dentro de uma gaveta.

Os quatro suspeitos foram presos em flagrante por homicídio qualificado por motivo fútil, homicídio qualificado com emprego de arma de fogo de uso restrito, tentativa de homicídio e associação criminosa.

Para o delegado responsável pelo caso, o grupo agiu de maneira “coordenada e organizada” durante toda a ação criminosa. A Polícia Civil pediu a conversão das prisões em flagrante para preventivas e também autorização judicial para acessar os celulares apreendidos, na tentativa de identificar possível planejamento prévio e eventual participação de outras pessoas no crime.

Sobre o autor: Redação DDBNews

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